Notícia

 
3.fev.2016

O desafio da alimentação saudável, dia 17.11 na Sede Socia

Em parceria com o Lapinha SPA o Graciosa inicia um novo ciclo de palestras onde irá abordar temas da atualidade relacionados a saúde e qualidade de vida.

Iniciamos no dia 17 de novembro às 20h na Sede Social com uma Palestras com o Médico Especialista em Nutrição Humana Dr. Daniel S. F. Boarim com participação da Nutricionista Marcieli Bandeira.

 

O DESAFIO DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Dr. Daniel S. F. Boarim

Tudo o que você come terá algum impacto sobre sua saúde, até mesmo sobre seu cérebro.  Não é nova a ideia de que o alimento pode, por um lado, provocar doenças no corpo e na mente, e por outro lado ajudar a preveni-las, até tratá-las, figurando ora como “vilão”, ora como “mocinho”.

Os hábitos alimentares das diferentes etnias e grupos culturais ditam em significativa parte suas condições de saúde e longevidade. Quando, por exemplo, as frutas e as hortaliças fazem parte mais frequente do cardápio, há evidência de menor prevalência de doenças crônicas, sugerindo que esses alimentos possuem propriedades quimiopreventivas (Kouris-Blazos et AL, 2016). A dieta mediterrânea, com seu alto teor de vegetais, azeite de oliva, fibras, etc., foi e continua sendo um divisor de águas na compreensão da dieta como alavancadora da saúde e longevidade (Harv Health Lett. 2015).

Além do aspecto qualitativo, o quanto se come ganha cada vez mais espaço nas publicações científicas. O excesso de calorias da alimentação moderna e suas devastadoras consequências contrapõem-se a resultados de numerosos estudos epidemiológicos e laboratoriais, que cada vez mais esclarecem a associação entre restrição calórica e longevidade (Taormina G el al, 2015). Só para citar um exemplo, os habitantes de Okinawa no Japão ingerem 40% menos calorias que os norte-americanos e vivem em média 82 anos, sendo 80% menos propensos a sofrer de câncer da mama e da próstata. Além disso, a prevalência de ataques cardíacos é bem menor entre eles. Muitas comunidades longevas têm em comum a dieta de baixa caloria, entre outros hábitos saudáveis  (Miller, P.,2005).

Antes tarde que nunca, parece que começamos a sair da idade das trevas no que diz respeito à relação entre nossa comida e nossa saúde. Uma relação mal compreendida, mal interpretada, mas onipresente.  Durante muito tempo, uma relação estranhamente desprezada pela ciência e pela prática médica, como se alimentação e saúde fossem duas coisas distintas ou pouco relacionadas. Convivemos com esse absurdo, com esse descaso, por décadas a fio, principalmente ao longo do século 20.

Mas ainda não se fez plena justiça ao papel vital da nossa comida. Por um lado, ela é, inegavelmente, em grande parte culpada por muitas doenças que superlotam nossos hospitais. Por outro lado, pode redimir-se como aliada na promoção da saúde, onde entram os badalados “alimentos funcionais”.

Quando tocamos nesse assunto, trazemos necessariamente à tona um problema tão grave como crônico e antigo, o abismo entre a pesquisa e a prática, entre o que as evidências científicas mostram e a lamentável realidade dos hábitos alimentares de bilhões de pessoas.  Hábitos que as levam diretamente às doenças que, mais cedo ou mais tarde, acabam comprometendo gravemente sua qualidade vida.

Por um lado, acha-se entranhada em nossa cultura alimentar a vilania de hábitos produtores de doenças. Por outro lado, muito pouco da orientação sobre alimentação adequada se incorporou à realidade do atendimento no dia a dia dos consultórios e práticas de saúde.

Em matéria de nutrição, as pessoas estão perdidas e desorientadas. Em meio a um tiroteio de informações desencontradas, muita gente acaba mesmo por “chutar o pau da barraca”. Só para citar um exemplo, alimentos que no passado eram “maus”, agora podem ser benéficos, que é o caso do ovo. Ou que por algum tempo ocuparam a célebre galeria dos saudáveis, e agora não mais são vistos assim pela ciência, como o vinho.

O que realmente significa “alimentação saudável”? É a primeira questão nessa abordagem vital. E a segunda, não menos desafiadora, é “como posso transformar minha comida em aliada da minha saúde?” Ou seja, como aplicar esse conceito de importância crítica ao meu dia-a-dia; como vivenciar, através da alimentação, uma verdeira experiência de bem-estar? 

 

Dr. Daniel S. F. Boarim é médico, nutricionista, escritor e diretor clínico da Lapinha.

 

Os ingressos podem ser retirados nas Secretarias do Tênis, Golf. Centro Poliesportivo e geral do Clube, mediante a troca de 1 kg de alimento não perecível ou 1 lata de leite em pó.

Page Reader Press Enter to Read Page Content Out Loud Press Enter to Pause or Restart Reading Page Content Out Loud Press Enter to Stop Reading Page Content Out Loud Screen Reader Support